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Oxum Deusa da beleza, do amor, da candura e da doçura, assim como a água refresca e sacia a sede quem a ela procura se sacia, Deusa da espontaneidade da maleabilidade como seu elemento natural as fontes, minas que brotam e jorram da terra das pedras fertilizam toda terra e possibilita a vida da fauna e da flora, seus rios que escorrem e correm percorrendo toda a terra em sua volta propícia a fertilização da natureza. Ilumina as pedreiras com suas águas cristalinas e seu canto sedutor, corre pelas fontes, rios lagoas com diversas extensões e profundidades desde pequenas a profundas águas. Dona de uma beleza encantadora em suas lendas aproveitou da sedução para conquistar seus objetivos. Decidida e persistente assim como a água exerce em seu movimento constante assim Oxum pode desviar, fazer curva de seus obstáculos como às pedreiras, mas nunca desiste de sua jornada que é percorrer a terra proporciona e gerar a vida a fecundidade do reino vegetal e animal. Na criação do mundo e de seus reinos os Orixás e homens faziam reuniões para decidir o futuro e não convidaram Oxum que se revolta; as mulheres os animais e a vida vegetal ficaram inférteis a seca tomava conta do Aiê, Oxalá foi consultar Orunmila o por quê de tanta infertilidade e ele lhe perguntou se os Orixás haviam convidado Oxum para participar das reuniões, Oxalá diz que não então Orunmila diz para convida-la para a vida voltar a florir para que as mulheres pudessem engravidar . Generosa nos desafios a sua postura é de uma rainha que se movimenta nos seixos dos rios a acariciar as pedras com seus pés, despreocupada como quem tem a eternidade por vir, despreocupada com a ação e sim com a sensação. Oxum é a Deusa do Amor não só por atributo de sedução de conquista, contudo pelo poder de doação de amor a humanidade. Quando o Aiê (terra) estava sendo castigada pelo Deus Supremo Olorum que deixou a seca devastar a terra Oxum se dispôs a ir aos seus pés, se transformou numa bela ave que desafiou os limites, com suas penas queimadas pelo calor do sol arriscou sua vida para salvar a humanidade que perecia, Olorum se compadeceu com sacrifício e sofrimento da ave bela que se transformara num abutre desprovido de beleza mas com garra e obstinação de levar lhe sua suplica. A capacidade de Amor desse Orixá não tem limite nem fronteiras quando o assunto é trazer a alegria e a felicidade o equilíbrio do Orum com o Aiê. Oxum teve a sensatez de seduzir Ogum que todos temiam por ser ele de caráter violento e arrebatador, Oxum com seu suave canto oferece Ogum o mel do seu amor de seus carinhos Ogum não resiste e volta a por fogo em sua forja, pois todos necessitam homens e Orixás do seu trabalho. O seu mel é doce como seu amar fresco e límpido como suas águas saciam a sede seu néctar é infalível e indispensável. Amor que a tudo apazigua e clama Oxalá quando sente a falta de sua doce companhia e logo Oxum atende a seu clamor para lhe adoçar e limpar com suas águas puras e frescas. Amor de companheira que lhe rendeu o posto da sabedoria do segredo dos búzios combinou com Exú que trabalharia em sua casa durante sete anos em troca do conhecimento do jogo de Ifá passados os anos combinados Oxum não quis mais sair do lado de Exú que se afeiçoaram um pelo outro, até que Xangô admirado com sua beleza a rapta e lhe prende na torre do seu castelo, Exú ao saber da perca de sua companheira que tanto lhe fazia falta recorre a Oxalá e lhe relata a tristeza de Oxum, que envia uma poção mágica à Oxum ao beber se torna uma pomba e volta ao convívio de Exú. Orixá de fino trato de sutileza de rara beleza esplendor e potencialidade ela é incumbido à missão de preparar as yawos, iniciantes que se preparam a incorporação aos Deuses.
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